terça-feira, 25 de setembro de 2018

Faz hoje 15 anos que concluí a licenciatura, com a apresentação e discussão do trabalho final de curso. Já trabalhava desde 1 de Agosto, tinha iniciado a pós-graduação em Transportes 10 dias antes, mas foi nesse dia que fechei o primeiro grande capítulo da minha vida... para logo de seguida escrever (contigo) muitos outros.

Não tínhamos casa, mas já estávamos a 'namorar' a zona que nos acolheu; não tínhamos nenhum dos três filhos que hoje tanto nos preenchem e completam, mas sabíamos que a primeira filha chamar-se-ia Mariana! Sabíamos que queríamos viajar e conhecer o Mundo. Sabíamos que já tínhamos Amigos para sempre, achámos que não íamos casar (era moderno só 'viver junto').

Hoje, depois de vivermos juntos há 14 anos, de estarmos casados há 12 anos, de sermos Pais há 11 anos, de termos mudado de casa, de termos mudado de empregos, cargos e funções, de termos trocado os Transportes pela Mobilidade, de termos conhecido algumas cidades do Mundo - juntos ou separados - estamos melhores!

Há 15 anos fotografei-te assim... igual a hoje... (caramba!... o tempo não passa mesmo por ti!).


Como serão os próximos 15, 30, 45...? ;-)

Nighty night! Sleep tight!

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Janafa rules

Escrevo pouco - muito menos do que devia -, mas há dias e dias, pessoas e pessoas. E tu Joana é uma das pessoas que merece, muito!

Janafa - há quase 22 anos entrei na faculdade para pouco depois te conhecer. Entre loucura, energia e determinação encontrei um miúda cheia de vida, rica em ideias, recheada de projectos e vontades, capaz de passar dos sonhos à acção e de construir momentos e memórias. Envolta em muita musicalidade, a nossa amizade foi ganhando forma e robustez, daquela que atravessa barreiras, dificuldades, anos e distância.

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Pouco depois estávamos a passar um fim-de-ano tunal, cheio de música, de boa disposição, alheios a qualquer dificuldade, só atentos à Felicidade e aos Amigos. Lembras-te? Sim, já fomos novos!!!




















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No dia em que fui viver com a Ana - 31 de Julho de 2004 - fomos juntos ver os The Swingle Singers (julgo que no Estoril ou em Cascais) - para depois abrir a porta da casa onde acabei por casar e ver nascer o meu primeiro filho. Lembras-te?

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Há 9 anos estava lá, na Xafarica, como sempre tento estar, partilhando contigo a minha vida e deixando-te entrar na minha. Estavas feliz, ao rubro! Não é sempre assim que te vejo - também és a Joana calma, sonhadora, criativa e disponível para quem te chama, mas nesse dia só querias festejar, com Família e Amigos.



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Sábado passado também estive contigo, com a Ana, rodeado de filhos e filhos, nós mais maduros, mais preenchidos mas com tanto para ver e fazer. Giro de ver - e mais importante - ainda a saber sorrir, de olhos virados para o Sol e para o Mar, com sempre gostaste!

Joana Afonso 39 e muitos

Hoje fazes 40 anos, mas para mim fazemos quase 22 anos de Amizade, de partilha, de acordes e melodias que ressoarão para sempre. Hoje é o teu dia, mas há um bocadinho que também é meu!!!

Mil beijos, Janafa - Parabéns! Que tenhas um dia à tua maneira!!

sábado, 5 de setembro de 2015

Grande moral

H: Mãe?, - mostrando a mais recente construção de LEGO - isto está óptimo ou está perfeito?!?

A auto-estima do rapaz não tem limites!

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

domingo, 7 de junho de 2015

Ao fim do dia

Por pouco hoje não fotografava!

Levei a máquina comigo - como quase sempre o faço -, mas passei grande parte da tarde agarrado a um produto sem pilhas, sem baterias, sem ecrãs, sem botões, sem cartões de memória onde se pode escrever e reescrever o presente.

Sem fugir da fotografia hoje estive a ler um livro sobre a história de Sebastião Salgado, alguém de quem admiro o trabalho mas nada mais sabia a seu respeito! «Da minha terra à Terra», uma viagem desde um local remoto em Minas Gerais, onde nasceu, para se tornar um documentador do Mundo! É fantástico conhecer um pouco da pessoa e da forma de trabalhar que consegue dar vida ao papel, apenas com tons de cinzento escolhidos a rigor entre o preto e o "nada" que deixa revelar a palidez do papel.

Vou a meio do livro, mas sei que não tardarei a terminá-lo!


No final do dia, pouco antes de sair da Ulgueira, uma flor chamou-me, num momento verdadeiro que, ao cair da noite, já não têm raios de luz mágicos ou sombras que agigantam o tamanho dos mais pequenos seres. Sem ilusionismo nem feitiçaria, vi uma flor, uma borboleta, uma carantonha assustadora, um louco de óculos escuros e bigode, seguido por um fiel e leal súbdito, mais baixo, mais pequeno, mas sempre próximo e presente. E nesse momento fui buscar a máquina, tirei-a do saco, preparei-a para o "retrato", baixei-me, olhei, mexi-me, olhei, esperei, pensei, olhei, decidi e disparei.

Não revi a fotografia no local, não quis ser "moderno"! Quis antes ser como ele, como o grande Salgado que viajara meses sem poder ver os segredos que os seus olhos guardaram numa esquisita emulsão química, mágica e sinistra, reveladora de um passado não repetível. Naqueles dias, a decisão era tomada antes de disparar, não depois de "testar" e olhar para o pequeno ecrã que ajuda mas que vicia, que inibe uma enorme exigência e a máxima atenção ao momento. Não me quero comparar a ele (quase poderia dizer Ele), quero apenas (re)aprender a pensar a fotografia, a gerir quando não disparar, a saber antecipar quando o momento não valerá a pena!

Pode ser uma simples flor, mas para mim hoje valeu a pena esperar! E irei olhar para esta flor quando lá voltar, e irei perguntar-lhe o que mudou desde o dia em olhei para ela com olhos de ver.