terça-feira, 19 de setembro de 2006

Subliminarmente!...

Ainda não tive tempo para escrever o que vivi, o que senti, o que cresci com o nosso casamento - como sempre, ou me sento e começo a digitar, ou vagueio pela casa procurando abrigo noutras distrações.

Recebemos, hoje, um testemunho amigo, de tal forma marcante que não posso deixar de o replicar, sem identidade nem rosto, mas com a ternura de quem nos abraça por prazer.


«O que fica para a história é um dia intenso de partilha, de afecto e de celebração... mais do qualquer conjunto de eventos que tinham de acontecer porque era suposto (cortar bolo, dançar uma valsa, etc, etc) esta foi a vossa festa... e foi única... porque foi personalizada como fazia sentido... e foi por isso que toda a gente contribuiu genuinamente com o que tinha... a dançar, a tocar, a beber, a tocar pandeiro, a tirar fotos...
Conseguiram o que poucos conseguem... deixar as pessoas divertirem-se como querem e não de acordo com um programa ou uma forma de estar imposta...
Agora é tudo muito mais simples... a base está lançada e é sólida... acredito muito em vocês e no vosso projecto... sabem, como sempre, que só não me têm quando já cá não estiver...»


Com o coração a pulsar nas mãos, a respirar as palavras que releio, agradeço-te a descrição tão generosa e tão colada às nossas emoções, tão intensamente compreendida nas entrelinhas do que somos, nas palavras que nunca vocalizamos mas que sempre estiveram lá!...

Esta era a festa que queríamos, o momento que sonhámos, a mensagem que tentámos passar, e escreveres letra a letra uma síntese tão ... perfeita, faz-nos acreditar ainda mais que valeu a pena todo o esforço, dedicação e energia que oferecemos aos nossos amigos e família.

Obrigado, do coração!

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

Um pouco mais perto !...

Sol, não fujas...
2006.09.03 18h00 @
Quinta da Cebola Vermelha, Buliqueime, Portugal

quinta-feira, 17 de agosto de 2006

Primeira fotografia!...

Tão pequeno e já ocupas tanto de nós!...

É simplesmente poderoso ver a Vida, apenas com 12 semanas (ai de quem disser "três meses"), a mexer tão humanamente - as mãos a esfregar a cara, as pernas a saltar, literalmente, no quente e acolhedor ambiente materno apoiado pelo princípio de Arquimedes... e, num instante, perceber que aquela silhueta é uma receita milenar e mesmo assim única, irrepetível, singular!..

terça-feira, 8 de agosto de 2006

O dilema do vôo humano!

Mais tarde ou mais cedo todos queremos voar! Esta será sempre a nossa natureza... querermos ser o que não somos, ter o que não temos e invejar o alheio, o próximo.

Asas..., penas..., sempre as quis, às vezes para voar, outras para planar!

Mas depois cresci!... e, com alguma tristeza, percebi que o que era meu era pouco, apenas um punhado de ideias sobre o mundo e a vida e a vontade de acordar melhor do que no instante em que me deitei! Outrora pareceu-me pouco! Hoje, parece-me imensamente muito!, demais!!!

Também hoje, por perceber que apenas tenho algumas das mesmas ideias sobre o Mundo e a Vida e a crescente vontade de ser melhor, ofereci metade de mim a um novo Ser, numa desejada promessa de Evolução; hoje, abraço-a como se só isso existisse!

Com ou sem asas... iremos sempre voar!

sexta-feira, 21 de julho de 2006

Aos poucos!...

Sem pressas vamos contando às pessoas as novidades da nossa vida - desta vez "as novidades" têm um sentido muito preciso!...

Aos poucos, vamos partilhando as nossas alegrias com os mais próximos, com a família e com amigos que vivem em nós, que nos fazem grandes por dentro.

Obrigado Joana pelas palavras que iluminaram ainda mais este momento, lembrando que estas evolução e revolução são também da família e destes amigos que nos vincam, que nos deixam marcas profundas...

Nem só de sonhos vivemos, mas sem dúvida vivemos mais felizes quando podemos sonhar!

Um beijo,

Vasco, Ana e Feijão

domingo, 25 de junho de 2006

Difusão celular

Em casa dos pais da Ana montámos um anfiteatro para assistirmos da bancada central ao Portugal-Holanda. Sem querermos abusar da sorte 'sentamos' o projector que trouxemos do STaR City numa mesinha e viramos os fotões para a parede.

Com pouco mais de um metro de largura e uma assistência de cerca de quinze pessoas (crianças incluídas), assistimos ao chorrilho de cartões amarelos e vermelhos que o Sr. Árbitro ofereceu durante a partida. Foi só cacetada, a torto e a direito, mas mesmo só com 9 'tugas' a jogar contra 10 'laranjas', o um a zero confirmou Portugal nas meias-finais.

Futebolices à parte, quando chegou o final do jogo o pai da Ana - contra todos os repetidos pedidos feitos por nós - levantou a voz para chamar a atenção de todos, num tom que anunciava algo de importante; disse, abraçado à filha, «estamos os TRÊS muito satisfeitos com a vitória de Portugal».

Passados os dois segundos típicos de digestão da mensagem começaram a chover abraços, beijos, palmadas nas costas e gritos de euforia.

Será sem dúvida benvindo por todos!

Padrinho

A primeira a saber foi a Lara - no meio de um jantar do STaR City, na Quinta-feira, ela perguntou à Ana o motivo de tantos enjôos, com a desconfiança de quem quer ter algo mais do que apenas a resposta. Estava sentado à frente dela e, chamando-a discretamente disse-lhe simplesmente «Positivo!!». Num misto de extase e receio de falsa excitação, a Lara olhou para a direita, provocando a Ana a confirmar (ou negar!) a minha ousada afirmação. Apenas a meio metro de distância a Ana ficou imóvel, sem responder, mas evidenciando toda a felicidade de estar grávida através de um sorriso radiante e inequívoco. (Foi um dos momentos mais bonitos da minha vida, sentir que a força de uma amizade pode provocar lágrimas de pura felicidade, pura alegria - obrigado, Lara!).

Seguiram-se os meus pais, na Sexta-feira. Por questões de logística - forma hoje para Itália e só voltam no Domingo) - acrescida a enorme vontade de lhes contar a novidade, fomos jantar a Benfica, levando também uma moldula com uma fotografia da minha mãe virada para outra fotografia do meu irmão com o Gonçalo ao colo. E hoje, na Ulgueira, revelámos aos pais da Ana o nosso (tão) pequeno segredo.


Finalmente, já em casa, com a calma que procurávamos depois de uma tão agitada e preenchida semana, ligamos-te sem pressas nem contratempos para darmos o motivo da nossa maior felicidade. Senti na tua voz todo o amor que tens por nós e, esquecendo a distância e lonjura, imaginei-te connosco, em nossa casa, a partilhar este novo momento, tão especial, tão marcante (de formas que ainda não compreendemos). Senti-te aqui!

Tenho a sorte de poder contar contigo, sempre, onde quer que estejas!