terça-feira, 20 de março de 2007

Parabéns, querida TUIST

Parabéns, TUIST!
Catorze anos passados,
muitos momentos marcados
dentro e fora de mim.

Um abraço sincero, forte,
de quem teve a honra e a sorte
de viver num grupo assim.

Hoje pareço distante
qual afastado, qual errante,
esquecido de onde cresci.

Garanto-vos do coração,
sentir permanente a emoção,
ao lembrar o que vivi.

Sinto que o que ganhei,
é bem maior que o que deixei
é infinito, é imenso.

Por isso hoje festejo,
com a felicidade de um beijo
a fortuna, a sorte e o fado,
de ter estado lado a lado,
com um viver tão intenso.

Dias de Pai

Ontem (ainda há pouco diria hoje), comemorei o meu primeiro Dia do Pai.

Há muito que não dou importância a este dia, em conjunto com outros dias que fomentam a actividade comercial e quase apagam o significado da palavra que defendem. Mas hoje... foi diferente.

Pela primeira vez foi o "meu" Dia do Pai, o meu 33º dia de paternidade, a minha segunda Segunda-feira de "pós"-trabalho, a primeira vez que recebi um email do meu filho (com uma pequena ajuda da mãe Ana, claro está!), um telefonema especial da Joana Afonso que «não queria deixar de me telefonar e dar os parabéns», entre outras pequenas iguarias do dia-a-dia.

Mas o ponto alto do dia foi voltar a casa e, depois das visitas saírem (obrigado Miguel Gaspar por tão bem embalares o João e prima Joana por lhe teres sorrido eternamente!) olhar para o nosso 'caganito', pegar-lhe ao colo, falar com ele, vê-lo procurar a minha voz com o pequeno mas profundo olhar e mimá-lo com o meu corpo, embalando-o com num movimento pendular, suave, quase parado, enquanto os meus braços o vestiam de calor e carinho.

sexta-feira, 2 de março de 2007

Sentimento perpétuo

Ao teu lado...

Um dia hei-de partir
sem olhar para trás
para ninguém ferir
com o meu olhar moribundo

Nesse dia hei-de sorrir
e sentir que deixei
um legado, um vestígio,
uma herança ao meu Mundo

No sorriso, no choro,
sinto-me perpetuado,
Homem privilegiado
por tais emoções conhecer

Ainda de corpo pequeno,
vais dia-a-dia vivendo,
vais dia-a-dia crescendo,
para que possas também um dia
esta imensa alegria sentir -
fazer a Vida acontecer.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

João 'Quarto de Lua'

Joao 'Quarto de Lua'

«Acorda!... Acho que é desta». Nem sabia bem ao que ia, julgando que por ter três sobrinhos "bebés" conhecia as sensações que me esperavam...

Hoje, com apenas seis dias contados a partir do dia de S. Valentim, enches a minha vida com uma tal imensidão que mal me consigo lembrar quem era antes de ti; mal consigo imaginar a minha felicidade ignorante do teu olhar, dos teus gemidos, dos teus choros, do teu cheiro a bebé, das tuas grandes mãos que envolvem e apertam o meu dedo com medo que ele fuja.

Ainda desconheço uma forma definitiva de te descrever, de desenhar a nossa nova família com as linhas contrastadas do esboço que ainda és e de a pintar com as mais belas cores do espectro "visível"... acho que tens o calor do infra-vermelho e a descrição do ultra-violeta, ocultando os tons do que um dia hás-de ser.

Hoje, estás ao meu colo, dormes, sonhas, e eu sonho contigo. Amanhã terás uma semana de Vida. O Sol irá nascer, a Lua irá narrar-nos a mecânica das suas fases, mas nada será igual, nada será tão quente nem tão brilhante como ter-te colado ao meu corpo e ver-te crescer.

Querida Ana, ainda estou a acordar!...

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

(Re)Despertar o beijo

«Com tantas coisas a precisarem de ser abreviadas, tinhas logo de escolher o beijo...»
(in "As coisas como elas são", Outubro 2006, http://omeubloguinhodenotas.blogspot.com)

Quantas vezes não passamos a correr pela vida?, pela beleza das coisas simples, pelo tempo que não se importa de parar, sendo nós próprios que não deixamos que tal aconteça, com o medo paradoxal de não ter tempo para tudo?!... Quantas vezes não passamos por nós próprios sem olhar, nem reflectir, sem projectar as nossas vidas numa imagem com sentido, num fotografia que queremos que um dia seja tirada!...

Por vezes é bom parar!, olhar!, escutar!, cheirar!, tocar!, beijar!, sentir o calor a percorrer-nos o corpo e a pisar-nos os pés com um peso esmagador impróprio de algo que devia ser apenas calor!...

Hoje passei por cima do tempo, atropelei-o e nem olhei para trás... Por todos os dias que saí da cama a correr, devo-te, Ana, um beijo, mil beijos, não lentos mas intemporais, teus, meus, nossos!

terça-feira, 19 de setembro de 2006

Subliminarmente!...

Ainda não tive tempo para escrever o que vivi, o que senti, o que cresci com o nosso casamento - como sempre, ou me sento e começo a digitar, ou vagueio pela casa procurando abrigo noutras distrações.

Recebemos, hoje, um testemunho amigo, de tal forma marcante que não posso deixar de o replicar, sem identidade nem rosto, mas com a ternura de quem nos abraça por prazer.


«O que fica para a história é um dia intenso de partilha, de afecto e de celebração... mais do qualquer conjunto de eventos que tinham de acontecer porque era suposto (cortar bolo, dançar uma valsa, etc, etc) esta foi a vossa festa... e foi única... porque foi personalizada como fazia sentido... e foi por isso que toda a gente contribuiu genuinamente com o que tinha... a dançar, a tocar, a beber, a tocar pandeiro, a tirar fotos...
Conseguiram o que poucos conseguem... deixar as pessoas divertirem-se como querem e não de acordo com um programa ou uma forma de estar imposta...
Agora é tudo muito mais simples... a base está lançada e é sólida... acredito muito em vocês e no vosso projecto... sabem, como sempre, que só não me têm quando já cá não estiver...»


Com o coração a pulsar nas mãos, a respirar as palavras que releio, agradeço-te a descrição tão generosa e tão colada às nossas emoções, tão intensamente compreendida nas entrelinhas do que somos, nas palavras que nunca vocalizamos mas que sempre estiveram lá!...

Esta era a festa que queríamos, o momento que sonhámos, a mensagem que tentámos passar, e escreveres letra a letra uma síntese tão ... perfeita, faz-nos acreditar ainda mais que valeu a pena todo o esforço, dedicação e energia que oferecemos aos nossos amigos e família.

Obrigado, do coração!

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

Um pouco mais perto !...

Sol, não fujas...
2006.09.03 18h00 @
Quinta da Cebola Vermelha, Buliqueime, Portugal