Estou a adorar o João! Todos os dias ele renasce, reinventa-se, forma-se e deforma-se nem se dar conta! E nós, observadores de todas estas mutações, gozamos o dia-a-dia com um prazer imenso, infinito, desejavalmente eterno.
(Cresce João, mas devagar, sem pressas, para que possamos presenciar e sentir as tuas pequenas conquistas!).
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
12 anos passados!...
Não estive lá!... ou melhor... não fui! Mas encontrei-me, enquanto jantava no dia 13, a telefonar ao Trincão para lhe dar os parabéns pelos 12 anos passados desde que nos tornámos caloiros. Foi no decorrer do IV Celta - Certame Lusitano de Tunas Académicas. Estávamos no Sardinha Biba, era uma ou talvez duas da manhã e, juntos, soubémos (os cinco) que éramos caloiros, que faziamos parte deste grande grupo, a TUIST.
O telefonema foi curto mas transportou-me para lá, para Braga, para o frio invernoso que tantos anos senti, procurando na capa traçada um calor muitas vezes insuficiente, embora sempre reconfortante e insubstituível. Lembrei-me do Theatro Circo, onde o festival voltou (finalmente) a ter lugar, lembrei-me do Jolima, do Carandá, da Avenida da República, lembrei-me das gentes da terra, do sotaque minhoto, dos sorrisos contagiantes que pareciam gravados nas pessoas, afastando por segundos o frio e a chuva. Lembrei-me de tudo! Lembrei-me de mim, há 12 anos, aprendiz, novato, cheio de vontade de aprender a ser homem.
Hoje, fisicamente afastado, celebro intensa e apaixonadamente a vitória da TUIST - não só pelos prémios recebidos - que representam uma apreciação de um júri - mas principalmente pela vitória de ver novos e velhos a transpirar o êxtase e a emoção que tantas vezes senti, a comoção de estar bem em palco e de transmitirmos aos outros tudo o que nós próprios queremos sentir com as músicas que escolhemos tocar; a satisfação de estarmos fora do palco rodeados de amigos, da nossa e das outras Tunas, que por tantos anos nos acompanham, nos preenchem e completam.
Hoje, fisicamente afastado, sinto-me próximo, muito próximo, da TUIST que me acolheu e que me moldou, que me apresentou tantos dos meus amigos e que me ofereceu um interminável livro de memórias.
Obrigado TUIST!... Obrigado Tunos!
O telefonema foi curto mas transportou-me para lá, para Braga, para o frio invernoso que tantos anos senti, procurando na capa traçada um calor muitas vezes insuficiente, embora sempre reconfortante e insubstituível. Lembrei-me do Theatro Circo, onde o festival voltou (finalmente) a ter lugar, lembrei-me do Jolima, do Carandá, da Avenida da República, lembrei-me das gentes da terra, do sotaque minhoto, dos sorrisos contagiantes que pareciam gravados nas pessoas, afastando por segundos o frio e a chuva. Lembrei-me de tudo! Lembrei-me de mim, há 12 anos, aprendiz, novato, cheio de vontade de aprender a ser homem.
Hoje, fisicamente afastado, celebro intensa e apaixonadamente a vitória da TUIST - não só pelos prémios recebidos - que representam uma apreciação de um júri - mas principalmente pela vitória de ver novos e velhos a transpirar o êxtase e a emoção que tantas vezes senti, a comoção de estar bem em palco e de transmitirmos aos outros tudo o que nós próprios queremos sentir com as músicas que escolhemos tocar; a satisfação de estarmos fora do palco rodeados de amigos, da nossa e das outras Tunas, que por tantos anos nos acompanham, nos preenchem e completam.
Hoje, fisicamente afastado, sinto-me próximo, muito próximo, da TUIST que me acolheu e que me moldou, que me apresentou tantos dos meus amigos e que me ofereceu um interminável livro de memórias.
Obrigado TUIST!... Obrigado Tunos!
sábado, 13 de dezembro de 2008
Restam dias!...
Uma casa fica vazia,
não de memórias ou sonhos,
mas de coisas que, aos poucos,
o tempo ajudou a trazer
Outra casa ganha vida
(velhice agora esquecida)
está pintada - até colorida -,
com janelas e portas de correr
Aos poucos levamo-nos para lá,
para esta casa outrora distante,
dando à música um lugar na estante
que na sala nos acompanhará
Livros, molduras, poemas,
também procuram um novo abrigo
um lugar de prestígio, digno,
onde possam então descansar
Restam dias, poucos, longos
para a viagem terminar;
e restam dias, poucos, curtos,
para a Vida recomeçar
...
Caixas transparentes ou de cartão
cheias de nós, das tais "coisas",
vão devolvendo as paredes
que o tempo ajudou a esconder
De novo o branco, renascido,
que nos lembra logo o passado
em que um colchão, sem cama nem estrado
dois amantes soube acolher
Descobrimos, aqui, a alegria
de saber o que íamos ser,
esperando ansiosos para ver
a Vida a crescer, dia-a-dia
Pintado de azul o 'quartinho',
anúncio de nova chegada,
parece agora distante
o redescobrir da paixão
«João, bem vindo, é a tua casa»
Mudámos, do dia para noite,
o amor, crescente, a um filho
eterna e incessante sensação
...
Voltámos a sonhar, sem diferenças
mesma rua, vizinhos, lugar
- Vamos, não custa espreitar!
- Mas adoramos tudo o que temos!...
Uma casa, ao lado, à venda
parecida, mas de maior dimensão
a madeira, quente, no chão
cruzámos olhares e soubémos
Foi na hora, foi magia
ficámos apaixonados,
sonhámos, maravilhados,
com o poder viver lá um dia
A sanca, bem alta, no tecto,
virada para as tábuas corridas,
o som das pisadas, batidas,
que de novo ecoavam no ar
- É o tipo de casa que queremos -,
trocámos nós entre olhares,
sem podermos dar a entender,
que o negócio queríamos fechar
(...)
Aos poucos vamos saindo
olhando sempre para trás,
com a angústia da partida
e a saudade que o adeus traz
Mas sabemos que vamos juntos
para de novo a história escrever,
as coisas que aos poucos,
o tempo ajudar a trazer.
não de memórias ou sonhos,
mas de coisas que, aos poucos,
o tempo ajudou a trazer
Outra casa ganha vida
(velhice agora esquecida)
está pintada - até colorida -,
com janelas e portas de correr
Aos poucos levamo-nos para lá,
para esta casa outrora distante,
dando à música um lugar na estante
que na sala nos acompanhará
Livros, molduras, poemas,
também procuram um novo abrigo
um lugar de prestígio, digno,
onde possam então descansar
Restam dias, poucos, longos
para a viagem terminar;
e restam dias, poucos, curtos,
para a Vida recomeçar
...
Caixas transparentes ou de cartão
cheias de nós, das tais "coisas",
vão devolvendo as paredes
que o tempo ajudou a esconder
De novo o branco, renascido,
que nos lembra logo o passado
em que um colchão, sem cama nem estrado
dois amantes soube acolher
Descobrimos, aqui, a alegria
de saber o que íamos ser,
esperando ansiosos para ver
a Vida a crescer, dia-a-dia
Pintado de azul o 'quartinho',
anúncio de nova chegada,
parece agora distante
o redescobrir da paixão
«João, bem vindo, é a tua casa»
Mudámos, do dia para noite,
o amor, crescente, a um filho
eterna e incessante sensação
...
Voltámos a sonhar, sem diferenças
mesma rua, vizinhos, lugar
- Vamos, não custa espreitar!
- Mas adoramos tudo o que temos!...
Uma casa, ao lado, à venda
parecida, mas de maior dimensão
a madeira, quente, no chão
cruzámos olhares e soubémos
Foi na hora, foi magia
ficámos apaixonados,
sonhámos, maravilhados,
com o poder viver lá um dia
A sanca, bem alta, no tecto,
virada para as tábuas corridas,
o som das pisadas, batidas,
que de novo ecoavam no ar
- É o tipo de casa que queremos -,
trocámos nós entre olhares,
sem podermos dar a entender,
que o negócio queríamos fechar
(...)
Aos poucos vamos saindo
olhando sempre para trás,
com a angústia da partida
e a saudade que o adeus traz
Mas sabemos que vamos juntos
para de novo a história escrever,
as coisas que aos poucos,
o tempo ajudar a trazer.
domingo, 23 de novembro de 2008
Na porta ao lado
Aos poucos vou dizendo adeus às paredes e cantos, às luzes e sombras, aos ecos dos passos descalços. Já não falta muito! Já falta muito pouco, aliás!
As estantes estão já arrumadas, com os livros ordenados por altura e profundidade, para facilitar o transporte. As tralhas diversas que vamos acumulando sem saber porquê vão sendo colocadas no lixo, devolvendo às estantes e prateleiras o ar jovial de outrora, limpo, estético.
Começo a olhar para amanhã e procuro o que deixarei para trás, os sonhos de uma casa feita à medida; o colchão que ainda dormiu no chão; as janelas tanto tempo despidas; a aparelhagem que dominou a sala, o quarto do fundo que se tornou o quarto do João; voltar para casa da maternidade com um filho, pequenino, deitado no ovo, e vê-lo adormecer no nosso quarto; oferecer ao João o seu quarto, azul, para nele sonhar e crescer; trazer, após tanto tempo, cortinados para as janelas e... do nada... trocar de casa para ir morar na porta ao lado. Luto, cá dentro, à procura de um novo equilíbrio, de um novo sonho!...
Mas sei que depois de amanhã, quando olhar para trás, terei ainda mais sonhos sonhados e outros tantos por sonhar, memórias vividas e divididas entre estas duas portas que hoje parecem tão distantes.
É um passo para a frente, para uma vida melhor, mas está a custar muito sair desta tão nossa aldeia para a grande cidade, largar os animais e as plantas em troca de uma casa 'apenas' maior. Mas valerá a pena, e temos todo o tempo do mundo para que a nova casa seja não só maior mas também melhor, ainda mais nossa, ainda mais quente!...
As estantes estão já arrumadas, com os livros ordenados por altura e profundidade, para facilitar o transporte. As tralhas diversas que vamos acumulando sem saber porquê vão sendo colocadas no lixo, devolvendo às estantes e prateleiras o ar jovial de outrora, limpo, estético.
Começo a olhar para amanhã e procuro o que deixarei para trás, os sonhos de uma casa feita à medida; o colchão que ainda dormiu no chão; as janelas tanto tempo despidas; a aparelhagem que dominou a sala, o quarto do fundo que se tornou o quarto do João; voltar para casa da maternidade com um filho, pequenino, deitado no ovo, e vê-lo adormecer no nosso quarto; oferecer ao João o seu quarto, azul, para nele sonhar e crescer; trazer, após tanto tempo, cortinados para as janelas e... do nada... trocar de casa para ir morar na porta ao lado. Luto, cá dentro, à procura de um novo equilíbrio, de um novo sonho!...
Mas sei que depois de amanhã, quando olhar para trás, terei ainda mais sonhos sonhados e outros tantos por sonhar, memórias vividas e divididas entre estas duas portas que hoje parecem tão distantes.
É um passo para a frente, para uma vida melhor, mas está a custar muito sair desta tão nossa aldeia para a grande cidade, largar os animais e as plantas em troca de uma casa 'apenas' maior. Mas valerá a pena, e temos todo o tempo do mundo para que a nova casa seja não só maior mas também melhor, ainda mais nossa, ainda mais quente!...
sábado, 22 de novembro de 2008
Manhã solitária
Acordei. Fui acordando, fugindo à rotina de lutar com os minutos que passam.
Silêncio. Apenas silêncio, estranhei. Lembrei-me que estávamos sós, que ninguém dormia para além de nós, que o quarto do fundo estava vazio. Virei-me novamente, gozando o prémio da solidão.
Sai da cama e fui correr os estores, deixando a luz da manhã desenhar o chão e as paredes de luz. Adoro estes breves minutos de invasão solar, sinto-me quente. Deixei a casa mais colorida e fui comer, embora sem fome.
Ainda silêncio. A Ana dorme - adora dormir. Só oiço o bater das teclas e vestígios da minha tosse. Tirando isso... silêncio. Paro à minha procura, palavras certas que descrevam o que sinto... mas sinto pouco.. ainda estou a acordar.
Silêncio. Apenas silêncio, estranhei. Lembrei-me que estávamos sós, que ninguém dormia para além de nós, que o quarto do fundo estava vazio. Virei-me novamente, gozando o prémio da solidão.
Sai da cama e fui correr os estores, deixando a luz da manhã desenhar o chão e as paredes de luz. Adoro estes breves minutos de invasão solar, sinto-me quente. Deixei a casa mais colorida e fui comer, embora sem fome.
Ainda silêncio. A Ana dorme - adora dormir. Só oiço o bater das teclas e vestígios da minha tosse. Tirando isso... silêncio. Paro à minha procura, palavras certas que descrevam o que sinto... mas sinto pouco.. ainda estou a acordar.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Benvindo, Duarte
«O mundo ficou, sem dúvida, um lugar melhor!
Muitas felicidades para os três, nesta nova aventura que, dia-após-dia, trará surpresas e sustos, risos e choros, alegrias sem fim num conto de histórias infindável e infinito.
Esta viagem não tem fim, não tem destino, não tem caminhos traçados - eles vão-se traçando em cada dia, em cada expressão, em cada gesto, em cada som, em cada palavra, mostrando todas as alternativas que a Vida reserva.
Desejo-vos aquilo que desejei para nós mesmos... muitas felicidades nesta nova etapa - que mais parecerá uma nova era de tão revolucionária.»
Muitas felicidades para os três, nesta nova aventura que, dia-após-dia, trará surpresas e sustos, risos e choros, alegrias sem fim num conto de histórias infindável e infinito.
Esta viagem não tem fim, não tem destino, não tem caminhos traçados - eles vão-se traçando em cada dia, em cada expressão, em cada gesto, em cada som, em cada palavra, mostrando todas as alternativas que a Vida reserva.
Desejo-vos aquilo que desejei para nós mesmos... muitas felicidades nesta nova etapa - que mais parecerá uma nova era de tão revolucionária.»
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