domingo, 6 de maio de 2007

Feliz dia... Mamã

Feliz dia... MamãHoje és Mãe... - olho para ti e, por vezes, ainda me escapa este facto, vital, absolutamente presente nas rotinas quotidianas.

Hoje, embora nem sempre pareça, já não és mais aquela menina ingénua nem um projecto de mulher... hoje és uma Mulher completa, absoluta, com quem tenho a Sorte de partilhar a vida e a Vida.

Hoje és Mãe, recente, mas extraordinariamente preparada para a gestação e a criação, partilhando com o nosso pequeno João as cores, os sons, os cheiros e todas as pequenas mas tão necessárias sensações de Viver.

Hoje ele segue-te com o olhar, fixamente, procurando quem ele conhece como ninguém, quem todos os dias o mima, o ama, cuida dele, o alimenta, o mima mais um pouco, o acalma, o adormece, quem lhe muda a roupa sempre com uma brincadeira mágica tirada da cartola e que fala com ele horas a fio, tendo por vezes como resposta um sorriso em formação, mutante, com um desenho ainda não decorado.

(...)

Hoje, Domingo ainda cedo, estamos à tua espera enquanto dormes, enquanto recuperas energias para o teus tão preenchidos dias. O dia pode até ser parecido com tantos outros, mas terá o especial sabor da novidade, da primeira vez que o João te diz «Feliz dia da Mãe!».

(...)

Hoje... e sempre, serás para mim um farol, projectando a tua Luz nas nossas vidas, mostrando-nos um caminho melhor, mais seguro.

Não só por hoje, mas todos os dias passados e futuros... «Feliz dia!»

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Monstro solitário

Monstro solitário
2007.04.13 18h26 @
Palácio Anjos, Algés, Portugal

domingo, 15 de abril de 2007

Tic tac... tic tac...

O tempo passa!...
Por vezes nem se ouve nada durante vários minutos, até que o sofredor geme, o gatinho mia ou a sucção do chuchar surge tão regrada que simula um pequeno metrónomo escondido no berço.

Hoje o nosso pequeno relógio festeja dois meses badalos, mutantes, crescentes, ricos em alegrias pontuais ou súbitas. Faz hoje dois meses que estamos os dois embrulhados no melhor cansaço das nossas vidas, numa manta de sentimentos retalhando toda a nossa existência num pequeno, muito pequeno, João... o nosso João. Ainda na maternidade ficávamos minutos, horas a olhá-lo, a decorar-lhe os traços, a adorá-lo como um crente ama o seu Deus, a procurar a voz que nos confessasse ter realizado tão magnífica construção numa apenas ligeiramente encurtada gestação.

(...)

Hoje falámos sobre ti, João, como já mudaste as nossas vidas e como estás para sempre marcado em nós, como nos evidenciaste um novo limite de felicidade e realização que talvez um Ser só possa alcançar na Criação. Hoje somos diferentes, somos outros, perto ou longe de ti.

Hoje também tu estás diferente, estás 'crescido', já olhas com atenção, já fixas, já nos fixas, já procuras as nossas vozes na infinitude do mundo sensorial, já nos olhas nos olhos à procura de respostas para todas perguntas que irás formular.

Hoje, quando olhas para nós, olhamos para ti, sorrimos, e especulamos sobre aquilo que podes estar a pensar, sem sequer saber se pensas.

Hoje, quando te abraçamos, sentes o nosso calor, o nosso amor e (re)encontras conforto.

Hoje, quando te abraçamos, sentimos um filho, um amigo, e não apenas um bebé que temos de ninar e sossegar.

Hoje fazes dois meses e nós, renascidos, fazemos dois meses de Nós.

Parabéns João Pequeno, João quase-Pestana, só João, 'Neco, 'Nininho ou qualquer outro nome que encontremos para traduzir a nossa Paixão.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

O próximo D. João (VII), sucessor do Rei "Clemente"

Viva o Rei!
No Castelo Góis vive um príncipe encantado,
o Infante João Pequeno - bochechas grandes e tom rosado.

De tanto ouvir seu pai, D. Vasco, a disparar,
um dia herdará sua máquina para o Mundo fotografar.

( Hoje, de mãos ligeiras, mal agarra as suas fraldinhas,
mas um dia vai crescer, vai ter cá umas mãozinhas!....

Preparem-se desde hoje para um imenso "passou bem",
o Infante João promete apertar como ninguém. )

Com sorte terá uma Nikon bem colada à mão direita,
apertará com a mão esquerda e menor força será feita.

Para já fica a certeza de um trono vir a ganhar,
vai ser Rei, não haja enganos, queira ou não fotografar.

terça-feira, 20 de março de 2007

Parabéns, querida TUIST

Parabéns, TUIST!
Catorze anos passados,
muitos momentos marcados
dentro e fora de mim.

Um abraço sincero, forte,
de quem teve a honra e a sorte
de viver num grupo assim.

Hoje pareço distante
qual afastado, qual errante,
esquecido de onde cresci.

Garanto-vos do coração,
sentir permanente a emoção,
ao lembrar o que vivi.

Sinto que o que ganhei,
é bem maior que o que deixei
é infinito, é imenso.

Por isso hoje festejo,
com a felicidade de um beijo
a fortuna, a sorte e o fado,
de ter estado lado a lado,
com um viver tão intenso.

Dias de Pai

Ontem (ainda há pouco diria hoje), comemorei o meu primeiro Dia do Pai.

Há muito que não dou importância a este dia, em conjunto com outros dias que fomentam a actividade comercial e quase apagam o significado da palavra que defendem. Mas hoje... foi diferente.

Pela primeira vez foi o "meu" Dia do Pai, o meu 33º dia de paternidade, a minha segunda Segunda-feira de "pós"-trabalho, a primeira vez que recebi um email do meu filho (com uma pequena ajuda da mãe Ana, claro está!), um telefonema especial da Joana Afonso que «não queria deixar de me telefonar e dar os parabéns», entre outras pequenas iguarias do dia-a-dia.

Mas o ponto alto do dia foi voltar a casa e, depois das visitas saírem (obrigado Miguel Gaspar por tão bem embalares o João e prima Joana por lhe teres sorrido eternamente!) olhar para o nosso 'caganito', pegar-lhe ao colo, falar com ele, vê-lo procurar a minha voz com o pequeno mas profundo olhar e mimá-lo com o meu corpo, embalando-o com num movimento pendular, suave, quase parado, enquanto os meus braços o vestiam de calor e carinho.

sexta-feira, 2 de março de 2007

Sentimento perpétuo

Ao teu lado...

Um dia hei-de partir
sem olhar para trás
para ninguém ferir
com o meu olhar moribundo

Nesse dia hei-de sorrir
e sentir que deixei
um legado, um vestígio,
uma herança ao meu Mundo

No sorriso, no choro,
sinto-me perpetuado,
Homem privilegiado
por tais emoções conhecer

Ainda de corpo pequeno,
vais dia-a-dia vivendo,
vais dia-a-dia crescendo,
para que possas também um dia
esta imensa alegria sentir -
fazer a Vida acontecer.