segunda-feira, 16 de abril de 2007

Monstro solitário

Monstro solitário
2007.04.13 18h26 @
Palácio Anjos, Algés, Portugal

domingo, 15 de abril de 2007

Tic tac... tic tac...

O tempo passa!...
Por vezes nem se ouve nada durante vários minutos, até que o sofredor geme, o gatinho mia ou a sucção do chuchar surge tão regrada que simula um pequeno metrónomo escondido no berço.

Hoje o nosso pequeno relógio festeja dois meses badalos, mutantes, crescentes, ricos em alegrias pontuais ou súbitas. Faz hoje dois meses que estamos os dois embrulhados no melhor cansaço das nossas vidas, numa manta de sentimentos retalhando toda a nossa existência num pequeno, muito pequeno, João... o nosso João. Ainda na maternidade ficávamos minutos, horas a olhá-lo, a decorar-lhe os traços, a adorá-lo como um crente ama o seu Deus, a procurar a voz que nos confessasse ter realizado tão magnífica construção numa apenas ligeiramente encurtada gestação.

(...)

Hoje falámos sobre ti, João, como já mudaste as nossas vidas e como estás para sempre marcado em nós, como nos evidenciaste um novo limite de felicidade e realização que talvez um Ser só possa alcançar na Criação. Hoje somos diferentes, somos outros, perto ou longe de ti.

Hoje também tu estás diferente, estás 'crescido', já olhas com atenção, já fixas, já nos fixas, já procuras as nossas vozes na infinitude do mundo sensorial, já nos olhas nos olhos à procura de respostas para todas perguntas que irás formular.

Hoje, quando olhas para nós, olhamos para ti, sorrimos, e especulamos sobre aquilo que podes estar a pensar, sem sequer saber se pensas.

Hoje, quando te abraçamos, sentes o nosso calor, o nosso amor e (re)encontras conforto.

Hoje, quando te abraçamos, sentimos um filho, um amigo, e não apenas um bebé que temos de ninar e sossegar.

Hoje fazes dois meses e nós, renascidos, fazemos dois meses de Nós.

Parabéns João Pequeno, João quase-Pestana, só João, 'Neco, 'Nininho ou qualquer outro nome que encontremos para traduzir a nossa Paixão.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

O próximo D. João (VII), sucessor do Rei "Clemente"

Viva o Rei!
No Castelo Góis vive um príncipe encantado,
o Infante João Pequeno - bochechas grandes e tom rosado.

De tanto ouvir seu pai, D. Vasco, a disparar,
um dia herdará sua máquina para o Mundo fotografar.

( Hoje, de mãos ligeiras, mal agarra as suas fraldinhas,
mas um dia vai crescer, vai ter cá umas mãozinhas!....

Preparem-se desde hoje para um imenso "passou bem",
o Infante João promete apertar como ninguém. )

Com sorte terá uma Nikon bem colada à mão direita,
apertará com a mão esquerda e menor força será feita.

Para já fica a certeza de um trono vir a ganhar,
vai ser Rei, não haja enganos, queira ou não fotografar.

terça-feira, 20 de março de 2007

Parabéns, querida TUIST

Parabéns, TUIST!
Catorze anos passados,
muitos momentos marcados
dentro e fora de mim.

Um abraço sincero, forte,
de quem teve a honra e a sorte
de viver num grupo assim.

Hoje pareço distante
qual afastado, qual errante,
esquecido de onde cresci.

Garanto-vos do coração,
sentir permanente a emoção,
ao lembrar o que vivi.

Sinto que o que ganhei,
é bem maior que o que deixei
é infinito, é imenso.

Por isso hoje festejo,
com a felicidade de um beijo
a fortuna, a sorte e o fado,
de ter estado lado a lado,
com um viver tão intenso.

Dias de Pai

Ontem (ainda há pouco diria hoje), comemorei o meu primeiro Dia do Pai.

Há muito que não dou importância a este dia, em conjunto com outros dias que fomentam a actividade comercial e quase apagam o significado da palavra que defendem. Mas hoje... foi diferente.

Pela primeira vez foi o "meu" Dia do Pai, o meu 33º dia de paternidade, a minha segunda Segunda-feira de "pós"-trabalho, a primeira vez que recebi um email do meu filho (com uma pequena ajuda da mãe Ana, claro está!), um telefonema especial da Joana Afonso que «não queria deixar de me telefonar e dar os parabéns», entre outras pequenas iguarias do dia-a-dia.

Mas o ponto alto do dia foi voltar a casa e, depois das visitas saírem (obrigado Miguel Gaspar por tão bem embalares o João e prima Joana por lhe teres sorrido eternamente!) olhar para o nosso 'caganito', pegar-lhe ao colo, falar com ele, vê-lo procurar a minha voz com o pequeno mas profundo olhar e mimá-lo com o meu corpo, embalando-o com num movimento pendular, suave, quase parado, enquanto os meus braços o vestiam de calor e carinho.

sexta-feira, 2 de março de 2007

Sentimento perpétuo

Ao teu lado...

Um dia hei-de partir
sem olhar para trás
para ninguém ferir
com o meu olhar moribundo

Nesse dia hei-de sorrir
e sentir que deixei
um legado, um vestígio,
uma herança ao meu Mundo

No sorriso, no choro,
sinto-me perpetuado,
Homem privilegiado
por tais emoções conhecer

Ainda de corpo pequeno,
vais dia-a-dia vivendo,
vais dia-a-dia crescendo,
para que possas também um dia
esta imensa alegria sentir -
fazer a Vida acontecer.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

João 'Quarto de Lua'

Joao 'Quarto de Lua'

«Acorda!... Acho que é desta». Nem sabia bem ao que ia, julgando que por ter três sobrinhos "bebés" conhecia as sensações que me esperavam...

Hoje, com apenas seis dias contados a partir do dia de S. Valentim, enches a minha vida com uma tal imensidão que mal me consigo lembrar quem era antes de ti; mal consigo imaginar a minha felicidade ignorante do teu olhar, dos teus gemidos, dos teus choros, do teu cheiro a bebé, das tuas grandes mãos que envolvem e apertam o meu dedo com medo que ele fuja.

Ainda desconheço uma forma definitiva de te descrever, de desenhar a nossa nova família com as linhas contrastadas do esboço que ainda és e de a pintar com as mais belas cores do espectro "visível"... acho que tens o calor do infra-vermelho e a descrição do ultra-violeta, ocultando os tons do que um dia hás-de ser.

Hoje, estás ao meu colo, dormes, sonhas, e eu sonho contigo. Amanhã terás uma semana de Vida. O Sol irá nascer, a Lua irá narrar-nos a mecânica das suas fases, mas nada será igual, nada será tão quente nem tão brilhante como ter-te colado ao meu corpo e ver-te crescer.

Querida Ana, ainda estou a acordar!...